Faerun Savage Frontiers

Segundo arco - Uma jornada subterrânea

51)Os aventureiros despertam num negrume alienígena sem seus itens e muito feridos. Posteriormente identificam o lugar como sendo o misterioso Underdark, onde percebem estar todos presos numa estreita carroça controlada pelos perigosos escravagistas anões duergar. Sieblen e Tomas não estão entre os sobreviventes, mas tem a companhia de um casal de meio elfos, um estranho sem nome e para surpresa de Glam, a ladra Nayru. A meio elfa pouco revela sobre o destino de seus companheiros, indicando apenas a condição atual como prisioneiros junto a outros grupamentos de escravos. Hector consegue preservar as condições físicas mínimas do grupo com orações. Passado algum tempo para conhecerem alguns dos horrores que os esperavam, o grupo consegue elaborar um plano de fuga. Liberando com uma oração um grupo de ogros cativos, o sacerdote obtém a distração necessária para fuga dos peregrinos. Hector consegue fascinar um dos lagartos vigias para usar como guia do grupo. Apanhando alguns poucos itens numa das tendas duergar, resolvem procurar uma passagem ou esconderijo para se verem ocultos de seus captores.

52)Caminhando por uma longa trilha num túnel, os aventureiros descobrem pelo meio elfo sem nome que podem estar em algum lugar entre o que os sábios clamam serem os níveis superior e mediano do subterrâneo. Gwayn e Rupert repartem os itens obtidos na barraca duergar com os demais. Buscando manter o máximo de distancia possível de seus captores, ocultam seus rastros dos trajetos escolhidos no complexo de passagens, vagando por um longo caminho por incontáveis horas. Nayru apelida o pessimista meio elfo como Dorch. Levados um extremo estado de cansaço, os peregrinos permanecem na dura caminhada, observando marcas e grandes buracos ao redor, até o lagarto na retaguarda indicar possíveis ameaças.

53)Examinando estranhos sons vindos ao fundo, o meio elfo Dorch corre desenfreadamente adiante, causando preocupação aos demais que o seguem no momento em que começam a surgir dezenas de sons de criaturas em seu encalço. Glam decide se sacrificar para tentar atrasar o avanço dos seres, mas ao vislumbrar as feições inumanas das criaturas resolve acompanhar os demais na fuga. Numa longa corrida aos tropeços por uma extensa passagem, os peregrinos alcançam uma abertura para um grande vale subterrâneo e um lago.

54)Descendo para o vale, os peregrinos buscam uma forma de cruzar o lago e alcançar as luzes do outro lado. Nayru tem uma nova sensação vinda da misteriosa pedra-amuleto sob sua posse, causando-lhe uma irresistível confiança. Os demais se vêem atingidos por súbitos calafrios e temores vindos da meio elfa e semelhantes aos recebidos no Vale do Vento Gélido, trazendo uma tensa e incomoda impressão a cada um. Glam decide manter Nayru mais perto de si e localiza uma trilha escavada nas pedras que circunda o grande lago, levando o grupo por outra trilha.

55)Num declive próximo a um platô são surpreendidos por um destacamento de pequeninos cujas fisionomias se assemelham aos gnomos, reconhecidos depois como sendo svirfneblins. Obrigados a se renderem e darem explicações da suposta invasão no território dos pequenos, o grupo não oferece resistência e se mostra disposto a colaborar. O meio elfo Dorch em desespero pelos svirfneblins busca fugir saltando no lago sob disparos de besta, desaparecendo das vistas de todos. Sob guarda, os peregrinos são levados até o complexo dos svirfneblins no interior do platô de pedras, onde percebem sinais de luta contra orcs. Interrogados, ficam sabendo da presença de outros homens no local e que seu destino seria decidido numa audiência com chefe Bronnin, um intendente responsável pela segurança do complexo.

56)Alocados em câmaras destinadas a visitantes encontram uma dupla de também viajantes: O barbudo Garrow e o arqueiro Jake, cuja estada no local também vinha como fruto de suas desventuras pelas trilhas subterrâneas. Nayru e Jake compartilham, diferentes sensações emanadas pelas enigmáticas pedras que carregam, cujas reações são observadas por Rupert. Depois de serem advertidos acerca dos recentes problemas com orcs e da cautela dos gnomos subterrâneos, todos decidem descansar para repor suas energias.

57)Depois de um longo descanso, os sete viajantes recebem alimentação adequada e em seguida acabam conduzidos a audiência. Bronnin exige ouvir os relatos dos viajantes, dando atenção sobretudo a Glam que termina por ousadamente revelar em honra seu vinculo com o clã Martelodebatalha. Garrow por sua vez justifica sua presença e de Jake no local, exibindo um anel com relevo de harpa que é percebido por Gwayn e Rupert. Bronnin deixa claro o interesse dos svirfneblins somente por grupos e visitantes comerciais e dispensa todos para ponderar. Garrow propõe a Gwayn uma aliança para juntos conseguirem alcançar a superfície e depois de uma breve conferência com seus companheiros, o elfo aceita a proposta. Jake expõe a Garrow suas impressões dos novos companheiros bem como as visões e sensações provocadas pela pedra desde que pusera os olhos em Nayru. Garrow insinua para Jake a ação de forças místicas sobre a pedra do arqueiro, cuja intuição o faz suspeitar de uma relação com a pedra da meio elfa.

58)Depois de longo descanso, exceto para Jake e Nayru que recebem visões perturbadoras, os aventureiros são novamente convocados por Bronnin, cujo intento era impor ao grupo como única escolha acompanhar uma pequena formação de batedores gnomos liderados por Ohrar nas chamadas cavernas de L´hee, onde receberão instruções para prosseguir rumo á superfície. Para o preparo da viagem, os peregrinos ganham salvo conduto para perambular na ala comercial do entreposto para comprar e vender posses antes de partir em dois ciclos. Os aventureiros decidem vender alguns itens para obter fundos enquanto Hector oferece seus serviços como sacerdote da guerra, a ladra Nayru participa de aglomerações de jogos ilegais para apostar e o humano Garrow sai para obter informações dos demais hóspedes e comerciantes.

59)Acompanhando os guias gnomos por trilhas subterrâneas, os aventureiros alcançam uma caverna gigantesca conectada aos níveis superiores, cujas paredes infestadas de tocas revelam ser um covil com dezenas de aranhas. A dificuldade para escalar os paredões em pedra úmida chamam atenção das feras, enquanto os gnomos fazem uso de artifícios misteriosos para tentar obstruir a rota utilizada. Novamente as orações de Hector conseguem sobrepor as limitações do grupo, permitindo que todos concluíssem com êxito a escalada. No topo, Nayru é novamente vitimada por novos e estranhos efeitos da pedra em sua posse, correndo em desespero contra sua vontade. Ao se reunir aos demais colegas, a meio elfa é questionado por Gwayn e Hector acerca de suas ações, mas a ladra se nega revelar. Usando uma poderosa oração, Hector consegue depois de uma leve e incomum resistência obrigar Nayru a revelar varias informações a respeito da pedra com ajuda de Rupert. Depois de conjurar uma magia de proteção sobre a jovem, Nayru consegue novamente guardar o objeto numa sacola. Jake pondera junto a Garrow a possível conexão das pedras.

60) Explorando as novas trilhas, os peregrinos encontram com diversos grupos de sentinelas goblins, confirmando desta forma a informação da existência de um covil nas proximidades. Rupert é ferido gravemente por ativação de armadilhas e ataques surpresa provocados pelas criaturas, ficando quase incapacitado. O avançar nas trilhas e a negação em descansar causa grave desgaste fisico em vários membros do bando, mas também expõe vestígios de que o grupo percorre uma antiga construção que chamam atenção de Garrow. O infortúnio ocorre ao bando quando adentram um trecho do complexo ocupado por centenas de goblins liderados por um grupo de xamãs e são feitos prisioneiros. O local apresenta vários círculos com símbolos no chão, depois identificados como runas misticas por Garrow, bem como a inesperada presença do mago Plazoz e seu protetor Trociv no centro do círculo.

61) A dupla de saqueadores da tumba dos anões demonstra confiança e pouco interesse nos aventureiros. Rupert desmaia devido aos ferimentos enquanto os demais são severamente interrogados pelos xamãs goblins que os acusam de serem portadores agentes de destruição e maldições aos goblins por insinuação do mago Plazoz. Gwayn tenta contrapor sem intermédio de Glam a negociação, único capaz de se comunicar na língua goblin com as criaturas, mas recebe uma dolorosa retaliação que o deixa inconsciente. Hector tenta atacar a dupla e criar uma distração nos captores, mas seus poderes não conseguem afetar nenhum dos envolvidos. Jake e Nayru pressentem uma perturbação em suas pedras no momento em que uma onda de luz irrompe do chão e envolve os aventureiros que despertam num corredor de pedra.

62) Relativamente seguros, Glam informa a Nayru, Jake e Garrow que se encontram num nível desconhecido ou numa nova masmorra, com Gwayn e Rupert ainda desacordados. Investigando o local, encontram uma grande biblioteca permeada com diversos tomos e pergaminhos contendo anotações ou longos registros acerca de eventos e informações datadas de centenas de anos atrás. Garrow alega serem da antiga Netheril, bem como várias partes da estrutura. Após um demorado repouso, resolvem prosseguir na exploração depois de Rupert se restabelecer dos ferimentos mais graves. Com o avanço pela estrutura, encontram mais dois níveis guardados por armadilhas, alguns mortos vivos ocasionais bastante perigosos, bem como indícios de algum tipo de fenômeno mágico que destruíra parte do complexo. No último nível, localizam acomodações elegantes e câmaras com mais anotações e mapas que parecem de outro período, além de pequenas áreas com mudas de plantas cultivadas. Também encontram Erasmus: Uma aparição fantasmagórica desmemoriada percorrendo o local. Hector consegue achar uma passagem oculta que leva o bando para um elevado na superfície gelada.

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Brenno Brenno

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